segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Nosso Modo de Vida Vai Nos Matar


"O Relatório aponta para os principais problemas que estão afligindo a humanidade:

a concentração de gás carbônico na atmosfera é um dos fatores que provoca o efeito estufa - o aquecimento global terrestre. Apesar de amplamente documentado e reconhecido na Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, e, posteriormente, reforçado pelo Protocolo de Kyoto, sua implementação continua suspensa devido à recusa dos EUA em assumir suas responsabilidades, desde 1997. Com o aumento do “aquecimento global terrestre” devido ao consumo crescente de combustíveis fósseis, a produção de cimento e a combustão de biomassas, nos últimos anos, causou a extensão dos danos à camada de ozônio que alcançou um nível alarmante, estimando-se o “buraco” no ano 2000, de 28 milhões de km2 somente na região antártica;

a crescente escassez de água potável: com uma demanda crescente em conseqüência do aumento da população, o desenvolvimento industrial e a expansão da agricultura irrigada verifica-se uma oferta limitada de água potável distribuída de forma muito desigual. O Relatório do PNUMA estima que 40% da população mundial sofre de escassez de água, já a partir da década dos 90. Falta de acesso ao abastecimento seguro e ao saneamento tem resultado em centenas de milhões de casos de doença, provocando mais de cinco milhões de mortes anualmente;

a degradação dos solos por erosão, salinização e o avanço contínuo da agricultura irrigada em grande escala e os desmatamentos, remoção da vegetação natural, uso de máquinas pesadas, monoculturas e sistemas de irrigação inadequados, além de regimes de propriedade arcaicos, contribuem para a escassez de terras e ameaçam a segurança alimentar da população mundial;

a poluição dos rios, lagos, zonas costeiras e baías tem causado degradação ambiental contínua por despejo de volumes crescentes de depósitos de resíduos e dejetos industriais e orgânicos. O lançamento de esgotos não tratados aumentou dramaticamente nas últimas décadas, com impactos eutróficos severos sobre a fauna, flora e os próprios seres humanos.

desmatamentos contínuos – o Relatório do PNUMA estima uma perda total de florestas, durante os anos 90, de 94.000km2, ou seja, uma média de 15.000km2 anualmente, já abatendo as áreas reflorestadas. Emblemático a respeito é a devastação da Mata Atlântica da qual sobraram somente 7%, segundo levantamento patrocinado pela SOS Mata Atlântica."


(Trecho tirado do Texto "Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável: O Mundo Na Encruzilhada da História"; do site "www.espacoacademico.com.br".)


Analizando esses dados, fica evidente o que nos espera...

Multidões imensas vagando em meio a detritos que cobrem o solo, sendo sufocadas pela densa atmosfera saturada de Gás Carbônico. O choro crescente de crianças famintas, quando os alimentos disponíveis estão contaminados por um solo pútrido. Crianças sedentas, quando a pouca água potável que resta está reservada à elite capitalista, que ironicamente é a responsável pela desgraça que afligiu o planeta...

Deixando dramas e previsões apocalípticas de lado,o fato é que precisamos mudar nosso modo de vida. A descrição feita no parágrafo anterior está longe de se concretizar (apesar de se assemelhar bastante a alguns lugares do sertão nordestino...), mas do modo como vivemos estamos caminhando rumo a esse fim.

Mudar nosso modo de vida se tornou uma necessidade evidente e indiscutível. Devemos mudar e isso é fato.

Não é necessário perder tempo dizendo o que devemos fazer, o que nos falta não é informação, é Atitude!


Um comentário:

  1. "A descrição feita no parágrafo anterior está longe de se concretizar (apesar de se assemelhar bastante a alguns lugares do sertão nordestino...)"

    Colocação digna de um líder da ONU.
    - Socialismo jáa hein Júlio!
    IJOSAIOJASIJOASJIOSAJIOAJISOJIOSAJIOAS'.

    ResponderExcluir